sábado, 22 de novembro de 2014

Edit

Tecnologia na escola, problema ou solução?


Diversas dúvidas quanto ao uso das tecnologias na escola vêm sendo alimentadas a cada ano. Qual a finalidade? Por que utilizar? Qual a efetividade? Quais resultados queremos atingir? Como utilizar? Quem deve estar envolvido com esse processo?
De fato, o que se tem presenciado na maioria das escolas é uma insatisfação quanto aos benefícios dessa prática. Gastou-se muito e efetivamente os resultados obtidos ficaram aquém do desejável. E agora? Sabemos que não se pode simplesmente ignorar as tecnologias, pois uma coisa é fato: elas estão presentes em todas as áreas e se expandem numa velocidade cada vez maior.
A nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional propõe uma prática educacional adequada à realidade do mundo, ao mercado de trabalho e à integração do conhecimento. Podemos entender, então, que a utilização efetiva das tecnologias da informação e comunicação na escola é uma condição essencial para inserção mais completa do cidadão nesta sociedade de base tecnológica. É importante diminuir a enorme distância que existe entre o que o mercado de trabalho pede e as habilidades e competências do profissional que está se formando. O mercado precisa de pessoas que pesquisem, que questionem, que saibam realizar suas atividades de forma autônoma, que tenham iniciativa, que sejam capazes de resolver problemas. A utilização das tecnologias, no mundo atual, está fortemente inserida em todas essas exigências de mercado. Além disso, nunca houve tanta informação e conhecimento disponíveis num espaço de tempo tão curto.
Muito já foi discutido sobre o uso das tecnologias e do computador na Educação. Com base em todas as discussões e experiências realizadas, confirmou-se que tais recursos devem constituir-se em ferramentas para apoio e desenvolvimento da aprendizagem acadêmica. Ou seja, o objetivo não é fazer com que os alunos aprendam informática simplesmente, e sim que aprendam melhor português, matemática e as demais disciplinas a partir do uso do computador. Mas, como?
A nosso favor, temos uma grande vantagem que deve ser bem explorada: nossos alunos têm disposição e interesse por projetos e atividades que utilizem recursos tecnológicos. O ato de gostar eqüivale ao ato de querer conhecer, ou seja, temos mais chance de explorar a aprendizagem do aluno quando propomos atividades que têm significado para ele.
Ao desenvolver uma proposta pedagógica eficiente para a utilização das tecnologias na escola, tão importante quanto a riqueza e o encanto dos recursos oferecidos em determinado educativo multimídia ou site educacional, é a elaboração de um planejamento adequado para a utilização dos recursos computacionais e para a produção de resultados. Por mais rico em animações, vídeos e conteúdo que um aplicativo seja, ele não produzirá resultado algum se não for trabalhado de forma a contribuir para a aprendizagem do aluno. O problema é que o professor parece dispor de pouco tempo para planejar, estudar e avaliar seu próprio trabalho. Segundo os japoneses, nós devemos gastar 80% do nosso tempo planejando e 20% executando; infelizmente em nossa cultura realizamos uma prática contrária a essa.
Conciliando o útil ao agradável, uma forma efetiva de elaborar um planejamento adequado para o uso das tecnologias pode ser encontrada no desenvolvimento de projetos de investigação e empreendimento; trata-se de uma oportunidade de se trabalhar, na prática, a teoria do "construcionismo" ou do "aprender fazendo", do Dr. Seymour Papert. Ora, se os alunos gostam de tecnologia e se sabemos que o trabalho com projetos é uma prática eficaz para estimular o desenvolvimento de habilidades e aplicar o sentido significativo de aprendizagem -- ao invés da simples transmissão de conteúdos -, temos então uma excelente oportunidade de utilizar a informática contextualizada ao ensino.
Num projeto que viabilize o uso das tecnologias, podemos trabalhar a problematização, o levantamento de hipóteses e a investigação de um determinado assunto através da utilização de educativos multimídia e do desenvolvimento de pesquisas na Internet, enquanto a produção do empreendimento, resultado do projeto, pode ser realizada a partir dos softwares de autoria e de produtividade. Podemos citar, como exemplos de empreendimentos, a montagem de um livro de parlendas, a produção de um CD-ROM sobre educação ambiental, a elaboração de uma campanha sobre dengue em quadrinhos ou mesmo o desenvolvimento de um site sobre o descobrimento do Brasil.
Outra questão tão importante quanto a geração dos resultados a partir da utilização das tecnologias é a divulgação dos mesmos. Trata-se da grande oportunidade de dar visibilidade ao trabalho de informática realizado na escola e de trabalhar a motivação de alunos e professores.
Entramos agora na grande tônica da utilização efetiva das tecnologias na escola. Se precisamos planejar e contextualizar a aprendizagem de determinado conteúdo, o personagem principal para ser o gestor deste processo deve ser o professor... Mas ele está preparado para este desafio?
Diferente dos alunos, os educadores de hoje não nasceram nem se formaram numa realidade de tamanha evolução da tecnologia e dos processos de interatividade. Segundo Barbero, "os professores precisam ficar atentos ao grande hiato que está se formando entre eles e os alunos, pois continuam transmitindo conhecimento linearmente, separando emissor do receptor".
Entretanto, se o professor parece ser o grande problema, ele é antes de tudo a grande solução. Se queremos viabilizar uma utilização pedagógica da informática, é fundamental desenvolver uma parceria com o professor.
O "aculturamento" tecnológico do professor deve partir fundamentalmente da vontade própria de se atualizar (só se faz bem feito aquilo que se quer fazer). Sobretudo, é importante saber que capacitar o professor para usar o computador não basta. É preciso de fato orientá-lo para usar o computador como ferramenta pedagógica (ensinar a preparar aulas, desenvolver projetos, elaborar planejamentos, criar ambientes colaborativos de aprendizagem, etc).
Existe ainda a questão da resistência. Alguns professores ainda acreditam que as tecnologias podem "roubar" seus postos de trabalho. Na realidade, quem "rouba" o lugar de um professor não é a tecnologia ou qualquer outro instrumento, mas, sim, um outro professor mais preparado como gestor do processo de ensino e aprendizagem, que inclui, entre outras aplicações, a utilização das tecnologias. Hoje em dia, na área da Educação, saber utilizar as tecnologias ainda é um diferencial competitivo, mas, em breve, será apenas um pré-requisito, como já acontece em outras profissões, como Arquitetura ou Engenharia (o arquiteto que não usa o computador está fora do mercado pois não é produtivo). É importante que o professor esteja consciente de que os alunos de hoje que optarem por serem professores no futuro já terão esse know-how naturalmente. Provavelmente aí esteja o "timing" da transformação do diferencial em pré-requisito.
Os desafios para realização de um trabalho eficiente em relação ao uso das tecnologias da informação e comunicação no espaço educacional são grandes, mas na mesma proporção, a utilização adequada das tecnologias representam uma oportunidade ímpar de inserir a escola como uma instituição voltada para a criação de ambientes colaborativos de aprendizagem e, consequentemente, para o desenvolvimento de habilidades que se tornem competências nos alunos. Em um mercado competitivo como o Educacional, a escola que desenvolver uma proposta eficiente e de resultados com o uso das tecnologias, certamente terá um referencial que fará a diferença.
Fonte: www.redepitagoras.com.br
Edit

41 sites que divertem e ensinam

Pedimos a 7 educadores avaliarem os principais sites com conteúdos educativos para crianças. Veja o que elas descobriram

Foto: criança no computador
Evite que o computador vire uma babá eletrônica para o seu filho
Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo. 
TecnologiaTudo sobre Tecnologia
Como aproveitar a tecnologia na Educação? Dicas e orientações para tirar o melhor da internet - com segurança
Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.

E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual. 

O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS. 

É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania. 

Outra recomendação dos educadores é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês. 

A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas em Educação:
  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
  • Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) 
  • João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo
Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelos educadores. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!


:
Edit

A conexão que faz a diferença Mesmo



Especialista alertam: adquirir equipamentos de ponta é muito mais fácil do que efetivamente se apropriar das novas possibilidades de construção do conhecimento

"Não é com base na tecnologia que nasce o aprendizado, mas com uma gestão participativa do processo". Ismar de Oliveira Soares, coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo
Dadas as dimensões continentais de nosso país, a tecnologia tem um papel fundamental na articulação de municípios longínquos, na troca de experiências e na construção de saberes que podem ser ministrados a distância. Para Fernando Almeida, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo e responsável pela logística dos módulos não presenciais da Escola de Gestores, um programa do Ministério da Educação (MEC), a tecnologia é também uma forte aliada do diretor no cotidiano escolar: "Ela possibilita disponibilizar um grande número de dados com transparência, prestar contas, controlar as notas de alunos e a presença dos professores e permite que qualquer outra informação seja colocada em rede aberta." O domínio da internet e de programas de edição de texto, de apresentação de dados e de tabulações é parte importante dos cursos de reciclagem de diretores oferecidos no país.
Tecnologia como parte do coletivo


Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, doutora em Educação e coordenadora do programa de Gestão Escolar e Tecnologias, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, afirma que as escolas não exploram todo o potencial que a tecnologia oferece. "É nesse contexto que surge a importância da formação não só para o professor mas também para os funcionários, para que a tecnologia não seja utilizada só em sala de aula, mas faça parte do coletivo." 

Na prática, a especialista explica que é preciso que o educador atribua sentido aos equipamentos em seu trabalho. É só a partir do momento em que incorporamos as novas mídias que valorizamos seu uso (leia mais no quadro abaixo). "Temos hoje boas bases informatizadas que foram criadas pelas próprias Secretarias de Educação com o intuito de facilitar o acompanhamento de dados escolares, como desempenho de alunos, índices de aprovação e evasão. No entanto, de nada adianta o diretor alimentar essas bases se, quando alguém solicita alguma informação, ele acha mais fácil procurar num papelzinho." 

Léa Fagundes, coordenadora do Laboratório de Experiências Cognitivas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é uma das pioneiras na pesquisa sobre a aplicação da tecnologia na Educação no Brasil. Há mais de 20 anos, ela desenvolve projetos na área, como o programa Um Computador por Aluno, que consiste no uso de um laptop educativo por estudante matriculado em escola pública, além de seus educadores. Segundo ela, o problema é que os computadores, a programação deles, os sistemas digitais e suas possibilidades são pensados pela escola e pelos educadores para melhorar o ensino e não para melhorar a aprendizagem, ou seja: para conservar, não para transformar a escola. "Primeiro, tivemos os CAIs (sigla em inglês para Instrução Apoiada no Computador), depois os softwares educacionais, a seguir os CD-ROMs, os tutores inteligentes e, a grande novidade, os objetos de aprendizagem. Mas essas novas tecnologias de informação e comunicação não trazem problemas para os cidadãos e para a sociedade? Não estão a requerer mudanças de atitudes, desenvolvimento de novas competências e a vivência de valores éticos e morais?", questiona Léa. "Os alunos e professores precisam se apropriar da tecnologia tanto no que se refere ao uso do computador e da internet como de outras ferramentas de comunicação e informação", enfatiza.

Apropriações da informática


O uso de diferentes linguagens de mídia na escola pode ser um caminho para promover mudanças de atitudes e de metodologias de trabalho. "O professor se especializar para melhorar sua didática é insuficiente hoje, pois, como já dizia Paulo Freire, se ele tem uma prática bancária, autoritária, provavelmente vai usar as novas mídias para reafirmá-la", diz Ismar de Oliveira Soares, coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE-USP). 

Por isso, é importante que a capacitação dos educadores e gestores para o uso da mídia se dê em conjunto com a comunidade escolar. Para Ismar, "não é com base na tecnologia que nasce o aprendizado, mas com uma gestão participativa do processo". 

No ano passado, o MEC deu início a um curso de formação chamado Mídias na Educação - mais de 15 mil professores participam da primeira fase. O programa trabalha com as quatro linguagens - mídias impressa, digital, audiovisual e radiofônica. Há também um módulo de gestão. O NCE-USP é uma das instituições parceiras do ministério nesse curso. "O objetivo é fazer os educadores refletirem sobre como podem usar a tecnologia para ensinar melhor", explica Ismar. 

O especialista dá dicas de como é possível fazer essa apropriação. Ele cita algumas escolas municipais de São Paulo que participaram do projeto Educom.radio, desenvolvido pelo NCE-USP entre 2000 e 2004, e fizeram uso do rádio como uma ferramenta de gestão. Para atrair os pais, em vez de enviar comunicados por escrito, dirigentes e professores motivaram os alunos a produzir programas de rádio com temas de interesse da comunidade e a divulgação de eventos e reuniões. "Com isso, além de os alunos se sentirem parte do processo, os pais passaram a comparecer aos encontros e a participar mais, pois se empolgavam ao ouvir o programa feito pelos filhos - que eram levados para casa em fita cassete. Após essa experiência, as escolas descobriram que muitos pais eram analfabetos e, por isso, não atendiam ao que era pedido nos bilhetes", lembra Ismar. 

Para motivar a mudança de atitude dos educadores em relação ao uso da tecnologia, o MEC criou uma nova plataforma de interação: o Portal do Professor (saiba mais sobre o projeto no quadro ao lado). "Nós observamos que levar a chamada cultura da informática para as escolas não é suficiente. O maior trabalho é a instalação dessa cultura", avalia o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky.



Edit

Nós da Educação - José Manuel Moran (parte 1 de 3)




    Entrevista com Jose Moran doutor em ciência da comunicação , relata a importância da media na educação entre as varias diversidades e as diferencias entre elas mídias do conidiano como televisão e jornais etc. A educação a respeito de como a uma certa resistência por parte  do professor ter desconfiança ao utiliza las .

  
Edit

Colégio do DF adota telefone celular para ensinar matemática


             Um professor de um colégio do Riacho Fundo, no Distrito Federal, teve a ideia de ensinar matemática por meio do telefone celular. Ele resolveu utilizar o “QR Code”, um código lido pelas câmaras dos aparelhos, para aplicar problemas de cálculo e raciocínio lógico. O projeto foi testado durante a olimpíada de matemática da escola, no fim de outubro, e envolveu cerca de 400 estudantes.
          Após voltar de um mestrado em educação na Argentina, o professor Cristiano Prates decidiu colocar em prática a experiência que teve com o QR Code. A direção do colégio Passionista aceitou a sugestão e decidiu aplicar a ideia numa espécie de “caça ao tesouro” pelo local.
“No primeiro momento, os alunos tiveram de elaborar um mapa do colégio. Depois espalhamos as pistas com os códigos por todo o colégio, de acordo com a série deles. Em grupos de três, eles tinham de procurar no mapa onde estariam as dez questões que precisavam resolver”, afirmou Prates, que ensina matemática há 19 anos.
Reações
          A diretora do colégio, Irmã Maria de Lourdes Campanharo, deu aval para Prates e outro professor de matemática, Cleber Oliveira, baixarem um aplicativo que permite ler os códigos no celular dos estudantes. Para a responsável da escola, o evento “deixou a meninada entusiasmada”.
“É a primeira vez que vejo isso no Brasil. Foi muito legal, vi todo mundo interessado. Houve outras olimpíadas de matemática aqui, mas nunca com tecnologia. Isso deu ânimo na escola. Ninguém entendia o tanto de aluno fotografando a parede”, disse a diretora.
         A ideia surpreendeu os próprios alunos. “Eu já gostava de matemática e achei bem inovador. Todo mundo já usava o celular, mas agora foi durante a aula”, disse o estudante Pedro Souza, de 16 anos. A colega dele, Geovanna Gomes, também com 16 anos, afirmou ter saciado a curiosidade: “Sempre via aqueles codigozinhos, mas não sabia para que existiam. A gente aprendeu que tem como usar o celular de forma interativa e educacional”.
Até quem não se sente muito à vontade com a disciplina gostou da gincana. O aluno de 13 anos Pedro Silva relatou ter dificuldade com a matéria, mas disse que o evento foi “prazeroso”. “Perdi o medo de matemática. As questões que a gente teve de resolver eram sim possíveis de ser feitas.”
Para a estudante de 16 anos Ana Gabriela Reis, matemática é um “desafio para a maioria das pessoas”. “Quem não tem medo de matemática?”, questionou. A garota afirmou que o celular deixou o evento mais divertido. “Antes a olimpíada era uma prova muito chata. Dessa vez foi muito mais legal”, disse. “Minha mãe sempre briga quando trago o celular para a escola. Agora acho que ela vai me dar um desconto.”

      Tecnologia
     
    Segundo o professor Cristiano Prates, o Brasil está na quinta posição dentre os países com os índices mais baixos de rendimento em matemática. O objetivo dele era utilizar a tecnologia para “diminuir o ranço” pela matéria, em uma olimpíada que, ao final, só valia um ponto extra na média.
Com três meses de trabalho no colégio, ele não precisou de muito para convencer a diretora em adotar o telefone celular como instrumento de ensino. Na instituição, todas as salas de aula têm projetor e cada dupla de alunos até o 6º ano, um “tablet”.
    “Muita gente reprova a tecnologia, mas se você souber usar a favor do aluno, isso muda tudo. É bem melhor trazer o celular para a sala de aula do que obrigar a guardá-lo na gaveta. É preciso mais do que o lápis e caderno para motivar”, disse a diretora, Irmã Campanharo.
Para o outro professor de matemática do colégio Cleber Oliveira, a ideia de usar o celular permitiu atingir três objetivos. “Em uma única atividade, eles trabalharam o quesito de cooperação, noção espacial e raciocínio lógico-numerativo. Com isso, os alunos conseguiram lidar com as informações de várias formas apresentadas”, disse.

Edit

Entrevista no Sigma sobre tecnologia na Escola


Entrevista do Centro Educacional Sigma da Asa Norte



Coordenadora pedagógica Juliana responsável por responder as perguntas

  • Quais os benefícios de utilizar os tabletes na sala de aula?
Primeiro o tablete e uma tecnologia no qual todos jovens precisam aprender lidar, quando você coloca essa ferramenta de trabalho nos estamos simulamos os alunos a construir habilidades com esta ferramenta no mundo do trabalho. Segundo o principal fator para nos não nem ouso de tabletes e o livro digital que substitui os livros  enormes apostilhas pesadas ,cadernos evitando mochila pesada . facilitando o acesso ao aluno ao sem contar com seu material digital o aluno agente consegue atualizá-lo sempre quando for necessário quando algum texto didático vier com alguma defasagem nos não poderíamos fazer .
                                                                                                   
  • Você percebe que existe uma melhora da qualidade do desempenho dos alunos referente aos estudos dentro da sala de aula?
Assim esta e uma resposta que agente da com muita cautela porque esse e o nosso primeiro ano de três anos consecutivo que os meninos utilizaram os tabletes em sala de aula de primeira, segunda, terceira seriam na nossa avaliação agente percebe que os meninos tendem a manter o mesmo nível de estudo ou a melhorar. O ganho e que agente não percebeu nenhuma priora por usar esta ferramenta didática. Quando agente escuta os alunos eles relatam que o nível de interesse cresce muito, pois o tablete e pratico mais dinâmico, atual que com diz com a realidade mais próxima que eles estão vivendo e principalmente o fato de não carregar a mochila cheia de material pesado e o fácil acesso de localizar os conteúdos didáticos .Mas no ponto de vista de resultados assim como livro didático tanto o tablete e o livro didático eles comprem o mesmo papel.



  • Este projeto dos tabletes na sala de aula esta incluindo programa de política publica púbica de tecnologia?
Não este programa e exclusivo do Sigma foram a primeira escola do Brasil e talvez do mundo ao utilizar livros digitais como ferramenta de didática. O tablete muitas escolas usam mais o livro digital que e o nosso objetivo foi criado no corpo docente da escola e uma ideia inovadora do Sigma. Sei que existe algumas políticas publicas hoje que preveem o uso de tabletes mais não sei ti dizer se eles utilizaram os livros digitais.

  • Como o tablete de que forma esta sendo trabalhado dentro da sala de aula ?
Cada aluno possui seu tablete tem que ser providenciado, os alunos pagam certa quantia ao ano pelos aplicativos do conteúdo didático exigido em todas as disciplinas. O  material e sempre atualizado e sistematizado .

 Esta entrevista foi realizada no Colégio Sigma, onde pude perceber que todos os alunos possuíam tablets. Eles não usavam caderno, nem apostilas, muito menos livros didáticos; os tablets são usados da seguinte forma: 

Os conteúdos são onlines, em forma de aplicativos, cujo conteúdos sempre são atualizados, pela facilidade de modificá-lo por ser digital. Os alunos relatavam que era bom não usar mais cadernos, livros, pois antes tinham que carregar muito peso em suas mochilas .





Edit

Tablets na escola







             De acordo com (José Moran 2013 p 30 a 35)
a inclusão das tecnologias digitais moveis como o uso dos tabletes dentro do
ambiente escolar e a nova tendência desta geração a realidade que estamos
vivenciando. Substituir os livros didáticos, textos expressos por conteúdos
digitais tem suas vantagens uma delas é diminuir o peso nas mochilas do
estudante e a outra forma seria economizar os gastos financeiros dos conteúdos
expressos didáticos, livros e apostilas aos conteúdos online. Alem desta
proposta beneficia a natureza por ser ecologicamente correto. Esta entrevista demostra que as crianças relatam a mesma questão sobre os 
benefícios de utilizar tabletes na sala de aula .